Comportamento
Texto
Quando alguém nos deixa vulneráveis (mesmo quando somos super confiantes)
7:58 PM
A gente vive com medo do que os outros vão pensar. Sobre nossa personalidade, nossa aparência, nossas escolhas amorosas, financeiras, sobre nossa carreira... E por aí vai. Eu acho que mesmo que você seja uma pessoa que confia em si mesmo e não liga para o que os outros pensam, uma hora alguma crítica acerta a gente. E dói.
Eu sou assim. Há alguns anos que eu não dou a mínima para o que os outros pensam de mim. Não ligo se acham que tenho que estar formada com 23 anos e trabalhando pros outros. Não ligo se acham que namorar à distância é ruim. Não ligo se acham que eu engordei 10kg depois da minha viagem. Não ligo se não gostaram do meu cabelo ombré-hair-feito-em-casa. Não ligo se me acham boca suja demais por ser "menina". Não ligo se me acham anti social por não querer dar sorrisinhos todo domingo quando alguém aparece em casa sem avisar. Não ligo. Não ligo mesmo. Mas, de vez em quando, algo me derruba. Seja uma palavra, seja um olhar, seja depois de descobrir que estavam falando de mim pelas costas. A gente não é forte sempre... Alguns, infelizmente, conseguem atingir nosso calcanhar com uma força tão grande que cambaleamos, cambaleamos e, no fim nas contas, nos espatifamos no chão e ralamos a cara. É, é assim mesmo que eu me sinto quando estou frágil. Dói. Dói no peito e dói na pele. É ruim se sentir frágil, ainda mais diante dos outros.
Hoje estou me sentindo assim. Frágil.
"Nada vai dar certo, nada do que eu faço é certo". "Por que as pessoas só notam que eu existo quando algo interessante aconteceu comigo?", "Por que as pessoas só me ajudam se querem algo em troca?", "Por que eu não sou bem sucedida?", "Por que é tão difícil eu me tornar 100% independente?", "Por que não posso ter paz?", "Por que eu sou fraca?", "Por que eu estou assim?", "Por que eu me deixo ficar assim?".
Perguntas inundam a minha cabeça e, confesso, choro. Quando me sinto vulnerável eu choro até que meus olhos virem duas bolsas enormes e pesadas.
Isso acontece muito comigo. Posso dizer que, se eu tiver sorte, passo uma semana inteira sem ser atingida. Mas isso é só de vez em quando. Quase sempre, pelo menos uma vez por semana a minha cabeça se explode em pensamentos e perguntas as quais eu me frustro tentando encontrar respostas.
Alguns dizem que é frescura, que eu estou me fazendo de vítima. Outros me julgam mais ainda, tirando minha razão de me dar o direito - ou de ser praticamente forçada, talvez - a ficar vulnerável de vez em quando. Mas, sabe, não é...
Não sei nem como terminar esse texto... Só precisava desabafar e faço isso muito bem quando escrevo. É que estou me sentindo assim hoje, frágil. Por isso vomitei palavras e mais palavras e não sei nem como finalizar esse texto.
Acho que todos temos dias assim... Mesmo as pessoas mais fortes e confiantes passam por isso. Eu me considero uma delas. Eu acredito em mim, sei o que quero e tenho orgulho de ser quem sou, mas mesmo assim conseguem me derrubar de vez em quando e, sabe? Isso é totalmente normal. Só acho que não podemos deixar que isso suba à nossa cabeça e nos deixe derrubar de vez.
Tudo bem cambalear, cair de cara e se machucar todo. Tudo bem também escrever um texto enorme no blog sem saber como terminá-lo exatamente. Mas a gente tem que saber levantar. Levantar e lembrar-se de que todo machucado sara. Alguns demoram mais, mas saram.
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